Em uma emergência, os primeiros minutos decidem quase tudo. E muitas vezes o adulto é justamente quem está passando mal. Por isso, uma criança que sabe pedir socorro pode salvar a vida da própria família.
Explique quando ligar — e quando não ligar
Antes do número, ensine o conceito de emergência: alguém desmaiou, começou um incêndio, houve um acidente grave, alguém não consegue respirar.
Deixe claro também que o telefone de emergência não é brincadeira. Trote ocupa a linha de quem precisa de verdade.
Ensine os números certos
- 193 — Corpo de Bombeiros (incêndio, acidentes, resgate)
- 192 — SAMU (emergências de saúde)
- 190 — Polícia Militar (segurança)
- Um telefone de um adulto de confiança da família
Treine as três informações essenciais
Na ligação, a criança precisa conseguir dizer três coisas com calma:
- O que aconteceu ('minha avó caiu e não está acordando')
- Onde aconteceu (rua, número, bairro e um ponto de referência)
- O próprio nome e a idade
Faça o endereço virar rotina
Transforme o endereço em música, em rima ou em um cartão colado na geladeira, perto do telefone. Repita em momentos aleatórios do dia como um jogo rápido: 'qual é o nosso endereço?'
Simule a ligação (com o telefone desligado)
Encenar funciona melhor do que explicar. Você faz o papel do atendente, faz as perguntas e a criança responde. Ensine também a regra final: não desligar até o atendente mandar desligar.
Repita a simulação de tempos em tempos. Habilidade que não se pratica, se esquece.
Sem medo, com confiança
O objetivo não é assustar, é dar segurança. Criança que sabe o que fazer entra em pânico menos e age mais. Nos nossos cursos, esse treino é feito em grupo, com instrutores e situações reais adaptadas para cada idade.
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